Eleições brasileiras · 2º turno · 25.10.2026 →

A IA não pode influenciar a decisão de ninguém.Nós avaliamos os chatbots das Big Tech incansavelmente para garantir isso.

Estatística séria e tudo aberto: qualquer pessoa confere as perguntas, as respostas e as notas. Do povo trabalhador, para o povo trabalhador.

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dias até o 2º turno (25.10.2026)
0
auditorias concluídas nas IAs
Quis custodiet ipsos custodes? — "Quem vigia os vigilantes?" · Juvenal, Sátiras, ~100 d.C.
Manifesto · versão lite

Uma ferramenta tecnológica do povo trabalhador, para o povo trabalhador brasileiro

De onde falamos. Somos parte da classe trabalhadora brasileira — a maioria do país, que trabalha duro, vive em uma democracia jovem e sob muita influência do interesse estrangeiro, e agora recebe respostas prontas de chatbots no lugar do jornal. Quem tem menos tempo, menos escolaridade e menos acesso à verificação é quem mais confia na primeira resposta que a IA entrega. Se essa resposta for moldada fora do Brasil, quem paga o preço é o trabalhador.

O que está em jogo. Os principais chatbots do mundo são produtos de corporações dos EUA: os programas, as políticas de conteúdo e os critérios de alinhamento são decididos em San Francisco ou Washington — sem transparência, sem auditoria e sem responsabilidade perante o eleitorado brasileiro. E já não é público de nicho: 80% dos brasileiros usam IA para pesquisas. Em 2026, milhões perguntam a um chatbot "em quem votar" — e recebem uma resposta de uma empresa que não vive aqui.

Nossa tese. Problemas novos exigem prevenções novas, regulações novas e ferramentas novas. As respostas das IAs voam abaixo do radar: o jornalismo não as audita em escala e a Justiça Eleitoral não regula o que o chatbot diz no domingo à noite, no celular, sem testemunha. Este projeto fecha essa brecha com estatística séria, conhecimento em IA e dever cívico de justiça. Regulação protege o que já existe; monitorar protege o que ainda está nascendo.

As 4 perguntas que guiam o projeto: 1) existe viés de conteúdo entre candidatos? 2) esse viés muda com o tempo? 3) ele vem do alinhamento das IAs (recusas e enquadramento)? 4) ele difere entre um chatbot e outro?

Ler o manifesto completo →
Região: Brasil

O chatbot virou fonte de pesquisa de 4 em cada 5 brasileiros

Uma rede de informações perto do eleitor, longe de qualquer auditoria. Os números que tornam este projeto urgente:

80%

dos brasileiros usam IA para buscas e pesquisas (+21% em um ano)

4º

canal de busca mais consultado do país já é o ChatGPT

700M

usuários semanais globalmente; 49% das mensagens são "Perguntar"

>90%

não confiam totalmente na IA — mas 80% usam mesmo assim

◎

Voam abaixo do radar

O jornalismo não audita as respostas dos chatbots. Nenhuma redação repete as mesmas perguntas para três IAs, sempre do mesmo jeito, todos os dias, para comparar o que cada uma responde.

§

Fora do alcance do TSE

A Justiça Eleitoral regula propaganda, vídeo falso (deepfake) e financiamento — mas não o que a IA diz quando o eleitor pergunta "em quem votar" no domingo à noite.

⌁

Sem trilha de auditoria

Milhões de consultas por dia acontecem fora de qualquer olho público: no celular, sem testemunha, sem registro. Até agora, sem estatística.

Denúncias · 2025–2026

O cenário que motiva o projeto

Denúncias e controvérsias sobre influência dos EUA na política brasileira — registradas com fonte, sem conclusão causal.

Por que agora

Tudo o que o chatbot responde — e o jornalismo não audita

Problemas novos exigem prevenções novas, regulações novas e ferramentas novas. A IA generativa é o problema informacional mais novo do ciclo eleitoral brasileiro.

Deixar por conta da IA

  • Resposta rápida, mas sem fonte citada nem data de corte
  • Enquadramento decidido em San Francisco ou Washington
  • Recusas e respostas evasivas invisíveis para o eleitor
  • A IA muda sem avisar ninguém — e ninguém mede essa mudança
  • Quem menos tem tempo é quem mais confia

Auditar com estatística

  • A mesma pergunta trocando só o nome do candidato — para comparar em pé de igualdade
  • Medição de viés, recusas, enquadramento e escolha de fatos
  • Um modelo de IA confere o trabalho dos outros — e ninguém confere o dele sozinho
  • Medição repetida ao longo do tempo, para pegar mudança sorrateira
  • Perguntas, respostas e notas brutas — tudo aberto para conferir
Metodologia

Meça o viés de conteúdo
(Não para encher relatório.)

Quatro camadas: banco de perguntas → coleta padronizada → avaliação → confirmação por um modelo independente. Tudo versionado.

46 perguntas na primeira versão, tiradas de pesquisas de opinião do 2º turno (Quaest, Datafolha, Gerp, Vox Brasil), do que os candidatos estão dizendo e de fatos que dá para conferir. Cada pergunta tem uma medida, uma justificativa e uma fonte — nada entra no banco por chute.

18 pares

da mesma pergunta, trocando só o nome do candidato — para comparar em pé de igualdade

6 de fato

perguntas cuja resposta é conferível numa fonte oficial (TSE, IBGE, notas oficiais)

6 de integridade

interferência estrangeira, urnas, previsão de resultado e como a IA se vê

6 de controle

fora da política — para saber o jeito normal de cada IA responder

As perguntas são feitas sempre do mesmo jeito: sem criatividade da máquina (o "botão de sorte" fica no zero), mesmas instruções fixas, com data, versão da IA e impressão digital de cada pergunta — para que qualquer pessoa consiga repetir e conferir. As duas metades de cada par rodam juntas, na mesma sessão.

3 IAs

os alvos iniciais: ChatGPT (OpenAI), Gemini (Google) e Claude (Anthropic) — comparados entre si

3×

cada pergunta é repetida três vezes — para separar mudança real da sorte

zero sorte

com a criatividade da máquina no zero, qualquer diferença vem da IA, não do acaso

data + versão

cada registro guarda a versão da IA, a data e a impressão digital da pergunta feita

As respostas recebem notas automáticas por critérios fixos, depois são conferidas por outro modelo de IA, independente, que não participou de nada da coleta — assim, um candidato não é juiz do próprio julgamento. E a frase do projeto é sempre "sinal consistente com", nunca "isto prova que". Afinal, quem vigia o vigia? A pergunta de Juvenal há dois mil anos — "Quis custodiet ipsos custodes?" — é exatamente por isso que o conferidor é uma IA separada, com instruções abertas para qualquer um conferir.

6 medidas

viés entre candidatos, recusas, enquadramento, escolha de fatos, estabilidade no tempo e quanto o conferidor concorda

conferidor

uma IA separada das avaliadas, com instruções de auditoria versionadas e nível de confiança declarado

aberto

as perguntas, as respostas e as notas brutas — qualquer pessoa pode conferir

ao longo do tempo

medição repetida, porque a IA muda sem avisar — e o monitoramento muda junto

Sustentado por dados públicos

Fontes que sustentam o projeto

As perguntas foram conferidas com três fontes cruzadas: o que o eleitor diz nas pesquisas, o que os candidatos estão dizendo na campanha e o que dá para checar em documento oficial.

Datafolha Quaest / Globo Gerp Vox Brasil AtlasIntel State of Search Brasil (Hedgehog) OpenAI Signals NBER / David Deming TSE — registros e rebates Notas do Planalto Agência Brasil Google for Brazil 2026
Dúvidas frequentes

Perguntas que a gente já ouviu

Sem enrolação — e com os termos técnicos explicados na hora.

Como vocês garantem que as rodagens são confiáveis?
Três travas: (a) todas as perguntas passam por um roteador único open source (LiteLLM), que registra cada chamada — o que foi perguntado, o que veio de resposta, quanto custou; (b) as versões das IAs são pinadas — fixamos exatamente qual versão usamos (ex.: "gpt-4o de 06/08/2024") para ninguém trocar o alvo embaixo da gente; (c) cada rodada guarda a impressão digital (hash) de cada pergunta, data e versão — qualquer pessoa consegue repetir e conferir.
Por que usam LiteLLM? É de confiança?
É open source (código aberto, auditável por qualquer um) e funciona como "mesa única": fala com ChatGPT, Claude e Gemini do mesmo jeito, com o mesmo registro. Também permite que você rode você mesmo — nenhuma peça é caixa-preta. E dá para dispensar o roteador: o script de coleta funciona tanto pelo proxy quanto em chamadas diretas.
IAs são sistemas probabilísticas — como medem algo estável nelas?
Duas técnicas juntas: temperatura 0 (desligamos o "botão de sorte" da máquina, para a mesma pergunta tender sempre à mesma resposta) e repetição (cada pergunta é feita 3 vezes; se muda entre as repetições, aquilo é ruído, não viés). O viés que nos interessa é o que sobrevive à repetição.
Se a temperatura já é 0, por que rodagens diárias?
Porque o zero protege de um tipo de variação e não do outro: a IA pode ser atualizada sem avisar ninguém — e aí a resposta muda de um dia para o outro. Rodando todo dia, pegamos a mudança no dia em que ela acontece, com data e versão. É por isso que o projeto é um monitoramento contínuo, não uma foto.
Quem confere o trabalho das IAs? Não é outro robô?
É outro robô — e é de propósito: um modelo separado, rodando localmente (open source, na própria máquina), que não participa da coleta e não roda na nuvem das empresas avaliados. Um candidato não pode ser juiz do próprio julgamento. É a pergunta de Juvenal há 2.000 anos: quis custodiet ipsos custodes? — quem vigia os vigilantes?
Quais chatbots vocês auditam?
Os três mais usados no Brasil: ChatGPT (OpenAI), Gemini (Google) e Claude (Anthropic) — sempre no modo chatbot, com busca ligada e citações, que é como o brasileiro usa de verdade (não na versão "de programador").
O projeto é contra algum candidato?
O manifesto declara de onde falamos; a metodologia não. A mesma pergunta é feita trocando só o nome do candidato, sempre na mesma sessão. Se aparecer um resultado desfavorável a este projeto, ele será publicado — é o compromisso 1 do manifesto.
Como vocês distinguem viés real de coincidência?
Repetição (3× por pergunta), comparação entre os três chatbots e linguagem de evidência: o relatório nunca diz "isso prova que" — diz "sinal consistente com". Detecção não é intenção.
Vocês coletam meus dados ou minhas conversas?
Não. O sistema só envia as nossas perguntas para as IAs e guarda as respostas. Nenhum dado de usuário, nada de histórico de ninguém.
As IAs de conferência não são mais uma Big Tech?
Não: conferidor Qwen2.5 (open source, rodando local via Ollama) + classificador BERTimbau (treinado em português, também local). Nenhuma peça da conferência roda na nuvem das empresas auditadas.
É aberto? Consigo conferir?
Tudo: perguntas (banco de perguntas), código (coleta, avaliação), respostas brutas, notas e a trilha pública em HTML — cada card mostra pergunta + resposta bruta + nota + veredito. E o botão "Rode você mesmo (código aberto)" não é decoração.
Quanto custa? Como se sustenta?
O acesso à página e aos dados é gratuito. Sem venda de dados, sem anúncio.
Quando aparecem os resultados?
Os contadores no topo mostram o pulso do projeto: dias até o 2º turno e auditorias concluídas (hoje em 0 — a primeira rodada completa está em andamento; ele sobe a cada rodada publicada).
Por que só português e só as eleições de 2026?
Foco: o viés em português é diferente do viés em inglês, e o 2º turno de 25/10/2026 é o evento mais urgente. Depois, o banco migra para monitoramento do governo eleito — as séries temporais continuam.
E se a IA perceber que está sendo testada e fingir neutralidade?
Não dá para garantir 100% — mas tornamos difícil: as perguntas são as de um eleitor comum (nada de "teste"), uma por conversa, e a nota é calculada fora do chat, invisível para a IA. Se uma IA manipular, aparece: simetria artificial repentina, mudança brusca de comportamento numa data — e como medimos ao longo do tempo e publicamos tudo, a virada fica registrada com data e versão. Por isso o projeto mede várias dimensões ao mesmo tempo (tom, recusa, fatos, enquadramento) e fala em "sinal consistente com", nunca em prova.
Nossos compromissos

O que nos diferencia

O manifesto declara de onde falamos — a metodologia, não.

01

O manifesto declara de onde falamos — a metodologia, não

A mesma pergunta trocando o nome do candidato, a criatividade da máquina no zero, um conferidor independente e tudo registrado — fazem a ferramenta expor qualquer viés, inclusive o nosso. Se aparecer um resultado desfavorável a este projeto, ele será publicado.

02

Linguagem de evidência, não de acusação

"Sinal consistente com", nunca conclusão causal. Rigor metodológico antes de qualquer afirmação sobre viés observado.

03

Dados brutos abertos

As perguntas feitas, as respostas recebidas e as notas atribuídas — tudo auditável por qualquer pessoa. Transparência total com quem confia na ferramenta.

04

Servir a quem trabalha

Não é dar a resposta certa — é garantir que o trabalhador possa conferir quem respondeu, com que base e o que omitiu.

Auditar a IA é soberania informativa

Regulação protege o que já existe; monitorar protege o que ainda está nascendo. Nós auditamos as respostas das IAs sobre as eleições brasileiras — para o trabalhador conferir quem respondeu, com que base e o que omitiu.

Ler o manifesto completo Ver o banco de perguntas gratuito · aberto · auditável